O número de prisioneiros executados este ano na Arábia Saudita chegou ontem à marca dos 70, quase metade do total de 2015, ano em que foram ultrapassadas – pela primeira vez em 20 anos – as 150 (exatamente 153).

Segundo a AFP, o prisioneiro número 70 estava acusado de ter assassinado um cidadão com uma pedrada na cabeça. Chamava-se Alaa al-Zahrani e foi condenado e executado na cidade de Jeddah.

Os números preocupam especialistas em direitos humanos, uma vez que em 2014 o país já ocupava o terceiro lugar no ranking mundial, atrás da China e do Irão, e à frente do Iraque e Estados Unidos.

De acordo com um estudo da Amnistia Internacional, é preciso recuar até 1995 para encontrar um número maior que o de 2015, quando foram executadas 192 pessoas.

No entanto, é a 2016 que pertence a maior execução em massa em décadas, quando 47 pessoas foram mortas ao mesmo tempo em janeiro. Decisão que gerou protestos no Médio Oriente, por entre os prisioneiros se encontrar o clérigo xiita Nimr al-Nimr.