O presidente da Venezuela admitiu, esta sexta-feira, que houve excesso de violência por parte do serviço de inteligência estatal nos protestos contra o governo. No entanto, Nicolás Maduro justifica que esse excesso ocorreu por descumprimento das suas ordens.

Foi num encontro com alguns correspondentes estrangeiros no palácio do Governo, que Maduro respondeu pela primeira vez às acusações de que tem sido alvo. O serviço de inteligência venezuelano é acusado de violação aos direitos humanos, tortura e detenções arbitrárias.

Maduro afirma que sabe que alguns dos funcionários do departamento do Sebin (serviço de inteligência estatal) violaram as suas ordens, e que estes já foram encaminhados para a Promotoria Venezuelana.

«Eu seria o primeiro a colocar-me à frente de uma comissão especial de investigação» disse o presidente venezuelano, descartando a existência de provas que acusem mais funcionários estatais.

Até à data já foram 137 pessoas detidas e pelo menos oito mortas nos recentes protestos.