O Presidente da Guatemala, suspeito da prática do crime de financiamento eleitoral ilícito, anunciou na sexta-feira que não vai renovar o mandato da Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), que termina em setembro de 2019.

“Já notificamos oficialmente o secretário-geral das Nações Unidas que não vamos renovar o mandato da CIGIC”, afirmou Evo Morales, durante uma cerimónia.

A decisão de Morales surge depois do organismo especial da ONU exigir o levantamento da imunidade do chefe de Estado, suspeito da prática do crime de financiamento eleitoral ilícito.

Sem se referir diretamente às palavras de Morales, o porta-voz do CIGIC, Matias Ponce, disse aos jornalistas que este órgão da ONU recebeu o apoio da comunidade internacional e de representantes da sociedade civil guatemalteca.

O Parlamento guatemalteco estabeleceu esta semana uma comissão de cinco deputados para estudar o pedido de levantamento de imunidade.

Há vários meses que a Guatemala tem sido palco de uma luta entre o Presidente Morales e o CIGIC.