Os países do Mercosul decidiram convocar para consultas os seus embaixadores em Espanha, França, Itália e Portugal, a fim de esclarecer os motivos pelos quais esses países impediram que o avião do presidente Evo Morales cruzasse o seu espaço aéreo na semana passada.

Os presidentes de Argentina, Brasil, Venezuela e Uruguai resolveram «consultar os seus embaixadores nos países europeus envolvidos» no episódio, indicou o chanceler uruguaio Luis Almagro ao ler as decisões dos líderes do bloco decididas em Montevideu.

Sendo assim, Jorge Arguello (Argentina), Mário Vilalva (Brasil), José Ignacio Korzeniak (Uruguai) e Lucas Rincón Romero (Venezuela) terão de explicar formalmente aos seus países como decorreram os contactos com o ministério dos Negócios Estrangeiros, que continua a ser liderado por Paulo Portas.

Recorde-se que na semana passada, França, Espanha, Itália e Portugal impediram que o avião de Morales sobrevoasse os seus territórios, por suspeitas de que transportava o especialista em informática Edward Snowden, procurado pelos Estados Unidos por acusações de espionagem.

O bloco sul-americano apoiará também a denúncia apresentada pela Bolívia ao alto comissariado da ONU para os Direitos Humanos «pela grave violação dos direitos humanos» cometida, acrescentou Almagro. O incidente com o avião de Morales foi considerado «uma ofensa à região», enfatizou aos jornalistas o chanceler argentino, Héctor Timerman.