O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, declarou «compreender as preocupações do governo da Bolívia», na sequência da escala forçada do avião do Presidente Evo Morales.

De acordo com um comunicado da ONU, divulgado na quarta-feira, Ban disse «estar aliviado por este infeliz incidente não ter tido consequências para a segurança do Presidente Morales e comitiva».

O secretário-geral das Nações Unidas pediu «aos países implicados que debatam a questão, com total respeito pelos legítimos interesses em jogo».

Na quarta-feira, a Bolívia anunciou que vai apresentar queixa contra Portugal, Espanha, França e Itália junto da ONU e Comissão dos Direitos Humanos por terem fechado o espaço aéreo ao avião de Evo Morales.

«Enquanto Governo, apresentamos as nossas queixas a nível internacional. Já o fizemos junto da ONU e, nas próximas horas, vamos fazê-lo junto da Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas», disse o vice-presidente boliviano, Alvaro Garcia, numa conferência de imprensa em La Paz.

Na terça-feira à noite, o avião do Presidente boliviano foi obrigado a efetuar uma escala de 13 horas na Áustria, depois de Portugal, Espanha, França e Itália terem fechado o espaço aéreo à passagem do aparelho.

De acordo com o governo boliviano, estes países suspeitavam que o ex-consultor dos serviços secretos norte-americanos (CIA) Edward Snowden, procurado por espionagem pelos Estados Unidos, estava a bordo, o que La Paz desmentiu.