Residentes na zona onde na quarta-feira ocorreram duas grandes explosões na cidade de Tianjin, norte da China, estavam hoje a ser retirados por receios relacionados com a propagação de químicos, informou a agência oficial Xinhua. Também este sábado, as autoridades chinesas revelaram que encontraram o homem que sobreviveu à explosão quando estava apenas a 50 metros do epicentro da explosão

De acordo com o jornal Beijing News, a polícia começou a retirar moradores da zona afetada depois de cianeto de sódio ter sido encontrado no local.

As autoridades chinesas elevaram hoje para 104 o número de vítimas mortais do incidente, incluindo 21 bombeiros. Na sexta-feira, o diretor do departamento de bombeiros de Tianjin, Zhou Tian, estimou em mais de 700 o número de feridos, 70 dos quais em estado grave.




Um novo incêndio deflagrou este sábado no armazém de Tianjin (norte da China). Pelas 11:40 locais (04:40 em Lisboa) as chamas eram visíveis na zona, bem como muito fumo, e repórteres da Xinhua deram conta de terem ouvido várias explosões.

O armazém pertence à empresa Rui Hai Logistics, que tem licença para ali guardar produtos químicos perigosos.

Vários incêndios e explosões de pequena dimensão tinham vindo a registar-se no armazém desde quarta-feira, dificultando as operações de busca e salvamento, mas as autoridades locais tinham dado o fogo como extinto na sexta-feira ao final da tarde.

As explosões ocorreram na quarta-feira à noite, cerca das 23:30 (16:30 em Lisboa), numa zona chamada Binhai New Area da cidade portuária.

Centenas de pessoas ficaram feridas na sequência do incidente no armazém que servia de depósito a produtos químicos, o que levantou receios de contaminação tóxica, segundo a agência France Press. Uma equipa de 217 especialistas em materiais nucleares e bioquímicos do exército chinês foi destacada para o local na sequência do incidente.



As autoridades chinesas informaram este sábado ter suspendido ou encerrado mais de 360 contas das redes sociais por difundirem rumores sobre as explosões ocorridas na quarta-feira.

Segundo a conta do Centro das Redes de Vigilância dos Sismos da China no Sina Weibo, o Twitter chinês, a magnitude da primeira explosão equivaleu à detonação de três toneladas de TNT, enquanto a segunda teve uma potência equivalente à detonação de 21 toneladas daquele explosivo.

Informações das autoridades locais e relatos de vizinhos citadas por um jornal de Pequim indicam que as explosões destruíram janelas, sacudiram edifícios, levando mesmo à sua evacuação.

A onda de explosões chegou a sentir-se até dez quilómetros de distância.

O Presidente chinês Xi Jinping, e o primeiro-ministro, Li Keqiang, instaram a que sejam envidados "todos os esforços para resgatar as vítimas".

Maior porto do norte da China, situado a 150 quilómetros de Pequim, Tianjin é a sede de um município com cerca de 15 milhões de habitantes.