Jean-Claude Juncker vai suceder a Durão Barroso na presidência da Comissão Europeia. Apesar da oposição do Reino Unido, a maioria dos governos europeus reunidos esta sexta-feira em Bruxelas confirmou a escolha do candidato do centro-direita.

Com 59 anos, Juncker foi primeiro-ministro do Luxemburgo durante duas décadas e presidente do grupo dos países do euro durante oito anos.

A escolha dos governos terá agora de ser aprovada pela maioria do Parlamento Europeu. Uma votação que, à partida, está garantida, uma vez que os principais grupos políticos já manifestaram apoio a Jean-Claude Juncker.

O novo presidente da Comissão vai assumir funções a partir de novembro, quando terminar o mandato de Durão Barroso.

A escolha do ex-primeiro-ministro do Luxemburgo foi considerada um «erro grave» por parte do primeiro-ministro britânico, David Cameron, que considera Juncker um «entrave» a uma «necessária» reforma da União Europeia. Cameron afirma mesmo que a se Juncker for confirmado como Presidente da Comissão, a manutenção do Reino Unido na UE poderá estar em risco.

Jean-Claude Junker disse estar «orgulhoso e honrado» com a sua designação para substituir Durão Barroso, hoje aprovada pelo Conselho Europeu.

«Estou orgulhoso e sinto-me honrado por ter recebido hoje o apoio do Conselho Europeu», escreveu Junker na sua conta da rede social Twitter.

Junker foi o candidato à presidência da Comissão Europeia com que o Partido Popular Europeu (PPE, que inclui o PSD e o CDS) se apresentou às eleições europeias.