Em 2011, um casal britânico ganhou 101 milhões de libras no Euromilhões, quase 118 milhões de euros. Acabaram agora em tribunal, acusados pelo filho.

O casal deu ao filho perto de 1,6 milhões de libras (quase dois milhões de euros), mas o dinheiro foi gasto em apenas dois anos.

Michael Dawes, de 32 anos, e o companheiro, James Beedle, de 34 anos, largaram os empregos e passaram a viver uma vida de luxo. Depois de pedir mais dinheiro aos pais e estes terem recusado, Dawes levou-os a tribunal, mas viu a acusação negada pelo juiz.

Dawes afirmou que o pai, Dave, e a madrasta, Angie, tinham garantido que o filho e o companheiro nunca mais teriam de se preocupar com questões financeiras. Eles alegam que o fizeram apenas por suporem que aquele montante fosse suficiente para viver uma vida longa e despreocupada.

Dawes decidiu levar o caso a tribunal, mas o juiz Nigel Gerald considerou que o euromilionário não tinha a obrigação de patrocinar o "filho profano".

De acordo com o The Guardian, o tribunal concluiu que Michael Dawes assumiu que o pai lhe continuaria a dar dinheiro eternamente como fez durante aqueles dois anos, algo que o juiz considerou "surpreendente" e "muito acima das suas possibilidades".

Perto de 550 mil libras (641 mil euros) foram gastas numa casa na marina de Portsmouth e mais de 250 mil libras (291 mil euros) foram dadas aos amigos e família do parceiro.

O The Guardian avança que o casal estava a gastar 30 mil libras (cerca de 35 mil euros) por mês, algo que o juiz considerou impensável.

Dave e Angie Dawes chegaram a convocar uma reunião de família em 2013, onde concordaram pagar as dívidas de Michael e do parceiro, mas com a condição de não dar mais dinheiro.

Desde então, os laços entre ambos foram cortados, a par de alguns insultos e acusações repetidas em tribunal:

"Eu vi como com o passar do tempo que a atitude [deles] mudou. Deixaram de ser humildes. Esperavam que as pessoas ao seu redor os tratassem de maneira diferente por causa do dinheiro. ", alegou Michael em tribunal.

No entanto, a fortuna não foi apenas partilhada com o filho, mas também com a restante família, amigos e instituições de caridade.