O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, garante que os atos do antigo conselheiro para a Segurança Nacional, Michael Flynn, depois das eleições presidenciais de 2016 foram "legais", mas que foi obrigado a demiti-lo porque ele mentiu ao vice-presidente.

Tive de despedir o general Flynn porque ele mentiu ao vice-presidente e ao FBI. Ele declarou-se culpado daquelas mentiras. É uma pena porque as acções dele durante a transição foram legais. Não havia nada a esconder", escreveu Donald Trump no Twitter.

 

Com esta mensagem na rede social, o presidente norte-americano parece admitir que sabia que o seu conselheiro para a Segurança Nacional tinha mentido ao FBI: trata-se de uma questão bastante delicada, já que na altura em que Michael Flynn foi demitido, a justificação da Casa Branca incidiu apenas sobre o facto de ele ter mentido ao vice-presidente, Mike Pence, sobre a natureza dos contactos com o embaixador russo em Washington durante a campanha presidencial de 2016.

Michael Flynn declarou-se culpado de mentir ao FBI na sexta-feira e decidiu cooperar com a investigação do conselheiro especial Robert Mueller, que procura apurar se houve ingerência russa e conspiração entre a Rússia e a candidatura de Trump nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016.

A relação entre Donald Trump e Michael Flynn tem sido alvo de particular atenção desde que o presidente demitiu, em maio, do diretor do FBI, James Comey.

Numa audição realizada no início de junho no Senado, James Comey revelou que Trump lhe pedira pessoalmente para enterrar um inquérito sobre Michael Flynn.

"Espero que arranje uma forma de deixar cair isso, de deixar Flynn em paz. É um homem de bem", terá dito Trump a Comey, a 14 de fevereiro, na Sala Oval, depois de ter demitido Flynn.