Um dos suspeitos da autoria do massacre de Washington, nos Estados Unidos, que fez 13 mortos, esta segunda-feira, de acordo com a última atualização feita em direto pelo presidente da Câmara de Washington, Vicent Gray, já foi identificado. Aaron Alexis tinha 34 anos e trabalhava na Marinha ao serviço da Hewlett-Packard, uma empresa de software informático.

Alexis era um antigo marinheiro na reserva, que tinha servido entre Maio de 2007 e Janeiro de 2011, segundo disse uma fonte da Marinha norte-americana à Reuters, mas foi afastado depois de um incidente com um disparo.

Voltou mais tarde, como civil, contratado da empresa de tecnologia.

Explicado o acesso de Aaron Alexis ao edifício, por saber ficam as razões que levaram a este crime.

Alguns funcionários da base entrevistados pelo «Washington Post» também não compreendem como é que isto foi possível, já que descrevem Alexis como um «tipo simpático».

Alexis acabou por morrer na troca de tiros com a polícia. Ao todo, 13 pessoas perderam a vida naquela base naval, incluindo o atirador.

Um polícia ainda foi atingido na perna, mas está livre de perigo no hospital. Há mais uma dezena de feridos.

O pânico tomou conta do local onde trabalham três mil pessoas.

A polícia alertou para a hipótese de outros dois suspeitos continuarem a monte. As autoridades procuram dois homens com roupas camufladas tipo militar e pedem à população que fique em casa, mas, como relata o Washington Post», não há certezas de haver cumplices ou de este ter sido um ato solitário.

O tiroteio desta segunda-feira numa base naval de Washington já motivou a reação de Obama.

Após ter conhecimento do tiroteio, Barack Obama afirmou que os EUA enfrentam «outro tiroteio em massa». O presidente dos EUA afirmou que foi informado de que o ataque tinha como alvo pessoal militar e civil.

Washington é uma cidade segura. As forças políticas apressaram-se a dizê-lo. Na verdade, este foi o pior incidente que aconteceu desde 1982, altura em que um avião se despenhou matando 78 pessoas.