O Ministério Público dos Estados Unidos acusou formalmente, na segunda-feira, um homem das Honduras inspirado pelo movimento extremista Estado Islâmico de tentar fazer explodir um centro comercial de Miami em 2016.

Vicente Adolfo Solano, de 53 anos, foi acusado do crime de intenção de uso de arma de destruição maciça.

Em setembro do ano passado, a polícia federal (FBI) iniciou uma investigação contra Solano depois de receber uma pista sobre uma possível radicalização.

Agentes à paisana entraram em contacto com Solano, que lhes confessou a afinidade pelo Estado Islâmico, mostrou vídeos com uma bandeira do grupo radical islâmico sob pano de fundo e também manifestou interesse em perpetrar um atentado parecido ao da maratona de Boston de 2013.

Solano tinha a intenção de detonar um engenho explosivo na zona de restauração do centro comercial Dolphin de Miami durante a passada "Black Friday", dia de saldos nos Estados Unidos, durante as festividades do dia de Ação de Graças, que se celebra em novembro.

Os agentes à paisana do FBI forneceram-lhe então um explosivo falso, que Solano se dispôs a ativar no centro comercial, momento em que foi imediatamente detido.

Caso seja condenado, Solano pode enfrentar uma possível pena de prisão perpétua.