O procurador especial do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que está a investigar a alegada ingerência da Rússia nas presidenciais de 2016, pediu recentemente à Casa Branca registos sobre Michael Flynn, ex-assessor para a Segurança Nacional.

De acordo com a edição de sexta-feira do The New York Times, este é o primeiro pedido de documentos feito à Casa Branca por Robert Mueller, desde que assumiu a investigação em maio.

Além dos documentos, os procuradores que trabalham com Mueller estão a tentar obter testemunhos sobre se Flynn recebeu dinheiro do governo da Turquia nos últimos meses da campanha eleitoral para as presidenciais norte-americanas, indicou o jornal, que cita fontes próximas da investigação.

Mueller quer saber se Ancara estava na origem de um pagamento de 530 mil dólares que a empresa de consultadoria do general retirado, a Flynn Intel Group, recebeu quando Michael Flynn era assessor do então candidato Donald Trump.

Depois da eleição de Trump, Flynn foi obrigado a demitir-se ao fim de 24 dias na Casa Branca por ter mentido a responsáveis da administração, incluindo ao vice-presidente norte-americano, Mike Pence, sobre o conteúdo de conversas mantidas com o então embaixador russo em Washington Sergei Kislyak.

O próprio Flynn admitiu posteriormente ter abordado com Kislyak as sanções contra o Kremlim impostas por Barack Obama, antecessor de Trump, antes de deixar a Casa Branca. Os contactos entre Flynn e o embaixador russo começaram antes das eleições e continuaram durante o período de transição.

General condecorado e ex-diretor dos serviços secretos norte-americanos (CIA), Flynn foi assessor de Trump para questões de política externa durante a campanha eleitoral e já na Casa Branca foi o primeiro assessor para a Segurança.

Encarregado de investigar a ingerência russa na eleição presidencial norte-americana em 2016, o procurador especial Robert Mueller decidiu apoiar-se num grande júri, noticiou na quinta-feira o Wall Street Journal.

Um grande júri decide se os elementos disponíveis justificam um processo e, em caso afirmativo, prepara a acusação.

A principal vantagem que um grande júri oferece aos procuradores é a capacidade de convocar pessoas para comparecerem na qualidade de testemunhas, sem a presença de advogados. Pode também exigir a produção de documentos.

A existência deste grande júri ainda não foi confirmada oficialmente.

Trump defende conselheiro para a Segurança general McMaster

O Presidente dos Estados Unidos defendeu, na sexta-feira, o conselheiro para a Segurança Nacional, general HR McMaster, criticado pela comunicação social, que exigiu a sua demissão.

Numa série de ataques pubicados nos órgãos de comunicação da direita radical norte-americana, McMaster foi acusado de ser anti-israelita e de colaborar com responsáveis do antigo Presidente norte-americano Barack Obama.

O general McMaster e eu trabalhamos muito bem em conjunto. É um homem bom e muito pró-Israel. Estou grato pelo trabalho que continua a desempenhar para servir o nosso país", declarou Donald Trump em comunicado.

Os artigos críticos sobre o general McMaster surgiram quando começou a trabalhar com o novo secretário geral da Casa Branca, John Kelly, antigo general dos fuzileiros, para excluir do Conselho de segurança