Obama foi confundido com um empregado de mesa. E até pensaram que ele era o arrumador de carros. Com os protestos nacionais sobre a morte de homens negros desarmados a colocar as relações raciais no topo dos temas do dia, Barack Obama revelou as suas próprias experiências de racismo.

«Não há nenhum homem negro da minha idade a quem não lhe tenha acontecido sair de um restaurante e, enquanto esperava pelo carro, alguém lhe entregar as chaves do automóvel [para o ir arrumar]», contou o Presidente numa entrevista à revista «People», publicada na quarta-feira.
 

Michelle Obama também recordou outro episódio. Num jantar, os convidados confundiram o agora presidente dos Estados Unidos com um empregado e «pediram-lhe um café»
 
Antes da família se mudar para a Casa Branca, em 2009, «Obama era um homem negro que vivia no sul de Chigado, que tinha dificuldade em apanhar um táxi», disse a primeira-dama, que também foi confundida como empregada de loja quando estava a fazer compras em Washington, em 2011. 
 

«A única pessoa que se dirigiu a mim na loja foi para me pedir para a ajudar a tirar algo da prateleira, porque ela não me via como a primeira-dama, ela via-me apenas como alguém que a podia ajudar. Essas coisas acontecem na vida», disse Michelle Obama.

 
«As pequenas irritações e indignidades que nós experimentámos não são nada comparando com o que sofreram gerações anteriores. Mas, uma coisa é eu ser confundido com um empregado. Outra é o meu filho ser confundido com um ladrão e ser algemado», afirmou Obama.
 
Apesar do casal considerar que a situação de racismo melhorou, acrescentaram que ainda falta muito mais para ser feito.