A Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA, na sigla em inglês) tornou públicos documentos secretos de ações que podem ter violado a lei ou a política norte-americana durante mais de uma década, incluindo vigilância não autorizada das comunicações norte-americanas no estrangeiro.

Segundo a Bloomberg, a agência governamental «libertou» os documentos, em plena véspera de Natal, em resposta a um processo da União Americana pelas Liberdades Civis.

A informação compreende relatórios dos serviços secretos que cobre um período compreendido entre 2001 e 2013.

E, afinal, que informação contêm? Alguns exemplos: dados de cidadãos enviados a destinatários não autorizados, dados armazenados em computadores desprotegidos, quando era suposto terem sido destruídos.

Em 2012, por exemplo, um analista da Agência de Segurança Nacional entrou remotamente no telemóvel da esposa, para obter contactos e nomes passíveis de ser objeto de vigilância.

Apesar dos extensos relatórios, os documentos não são claros quanto ao número de incidentes e quais deles foram considerados violação à lei. Também não são referidos quaisquer nomes ou detalhes específicos dos casos.