O corpo mumificado de uma mulher foi descoberto sentado no carro, da própria, ainda dentro da garagem da casa e com a chave na ignição. As autoridades acreditam que morreu há seis anos, escreve a CNN.

Durante anos, enquanto houve dinheiro na sua conta bancária, todas as contas foram pagas a tempo e horas. Aconteciam por débito direto. Na vizinhança, ninguém estranhou a sua ausência. Primeiro porque viajava muito e, depois, porque era uma pessoa reservada. Pouco se dava com os vizinhos. Mesmo assim, um deles fez sempre questão de lhe cortar a relva para a casa parecer «arrumada». Vivia no bairro de Pontiac, no Michigan, Estados Unidos.

Só quando o dinheiro na conta acabou e os «avisos» ficaram sem resposta, a situação se alterou. O banco acabou por ficar com o imóvel por falta de pagamento do empréstimo. Mas nem assim, as pessoas se questionaram sobre o destino da dona da casa.

Na semana passada, um trabalhador enviado pelo banco para arranjar um buraco no telhado, acabou por fazer a descoberta macabra do cadáver da mulher. As autoridades ainda não divulgaram a sua identidade, porque a família ainda não foi notificada oficialmente.

Mike McCabe, xerife do condado de Oakland, no Michigan, afirmou à CNN que «em 37 anos de serviço nunca tinha visto nada assim».

Os vizinhos pouco sabiam da vida desta mulher. Apenas que estava na casa dos 40 anos e seria descendente de alemães. Aliás, por passar longos períodos de tempo fora de casa, a viajar ou na Alemanha, é que os vizinhos nunca estranharam a sua ausência.

Mas, na verdade, em 2007 um vizinho estranhou não ver a mulher há já algum tempo e alertou as autoridades. A polícia dirigiu-se à casa, mas como não viu sinais de arrombamento e tudo parecia impecável, regressou à esquadra sem novidades.

As autoridades estão, agora, à espera dos resultados da autópsia para poderem identificar a causa de morte. No entanto, o médico legista não terá encontrado sinais de trauma no corpo. O facto de o corpo estar mumificado «é invulgar, mas acontece de vez em quando», explicou o mesmo especialista. «A pele estava intacta, mas os órgãos internos decompuseram-se», concluiu.