O ministro da Defesa de Moçambique, Agostinho Mondlane, declarou hoje em Maputo que a descoberta de recursos energéticos ao largo da costa expõe o país à insegurança marítima, defendendo a melhoria das forças navais para o combate às ameaças.

Mondlane apontou os desafios que Moçambique poderá enfrentar no campo da segurança marítima, quando falava na abertura de um seminário sobre segurança marítima no Oceano Índico, promovido pelo Ministério da Defesa moçambicano, em parceria com o Comando Americano para África, dos EUA.

«Estamos cientes de que a prospeção, produção, processamento e transporte de gás e petróleo e seus derivados trazem consigo grandes desafios relacionados com ações preventivas contra a criminalidade marítima», afirmou o ministro da Defesa de Moçambique.

Estados Unidos condenam emboscadas

Mas enquanto o Governo se concentra na costa, o embaixador dos Estados Unidos da América em Moçambique, Douglas Griffiths, veio hoje condenar os ataques armados na principal estrada moçambicana, atribuídos aos homens armados da Renamo, principal partido da oposição, apontando o diálogo como solução para os diferendos políticos.

«Condenamos esses ataques, essa violência não tem lugar em Moçambique, os EUA, tal como outros parceiros de cooperação de Moçambique, já investiram muito em áreas como educação e saúde, mas precisamos de paz e circulação livre», realçou Douglas Grifith, em declarações aos jornalistas à margem de um seminário sobre segurança marítima no Oceano Índico, promovido pelo Governo norte-americano.

Após algumas semanas de acalmia, na sequência de uma declaração unilateral de cessar-fogo da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) nas hostilidades com o exército, a Estrada Nacional Número 1 voltou a ser palco de ataques a veículos militares e civis, num percurso de 100 quilómetros entre o Rio Save e o posto administrativo de Muxúnguè, centro do país.