O cobrador principal do comboio da Amtrak envolvido no acidente em Filadélfia, EUA, que fez oito vitimas mortais na semana passada, o luso-americano Emílio Fonseca, processou a empresa por negligência e descuido.

Fonseca, residente em Kearny, Nova Jérsia, entregou a queixa na segunda-feira no Tribunal de Newark, alegando "negligência e descuido" da empresa no acidente de 12 de maio que fez oito vitimas mortais e feriu cerca de 200 pessoas.

Fonseca, que sofreu ferimentos no pescoço, costas, ombros e um traumatismo craniano, procura compensação por danos ainda não especificados.

Segundo o advogado, Bruce Nagel, o luso-americano estava na casa de banho da primeira carruagem no momento do acidente, o que lhe pode ter salvo a vida.

Fonseca conseguiu escapar da carruagem e ainda alertou dezenas de passageiros para o perigo que representavam linhas de eletricidade, derrubadas durante a colisão.

O condutor ainda está hospitalizado e assim deve permanecer durante semanas, garante o advogado.

"Temos esperança de que ele ainda possa vir a andar de novo em comboios, o seu primeiro amor, a grande paixão da sua vida, mas neste momento ainda temos dúvidas", disse o advogado.

Segundo os investigadores, o comboio seguia de Washington para Nova Iorque quando, na aproximação a Filadélfia, fez uma curva a mais de 100 milhas por hora (cerca de 160 quilómetros por hora) numa curva em que o limite de velocidade são 50 milhas (cerca de 80 quilómetros).

Outros quatro passageiros processaram também a Amtrak.

A empresa não comenta processos ainda em curso.