A Casa Branca desmentiu as afirmações do jornalista Seymour Hersh, depois de este ter acusado a administração de Obama de ter mentido sobre a morte de Bin Laden. O jornalista norte-americano, vencedor de um prémio Pulitzer, garante que as autoridades paquistanesas sabiam da operação que matou Bin Laden, mas Washington diz que a investigação do jornalista é  “falsa”.

Seymour Hersh investigou e concluiu que o paradeiro do antigo líder talibã foi divulgado por um oficial dos serviços secretos do Paquistão aos EUA. Mais, Bin Laden estaria, segundo o jornalista, doente e preso pelo governo paquistanês.

A versão do jornalista foi publicada no domingo, num artigo do jornal "London Review of Books" e está a causar polémica nos EUA. Por isso, Washington já reagiu, refutando todas as conclusões.

O porta-voz adjunto do Conselho de Segurança da Casa Branca, Ned Price, assegurou em comunicado que a história tem “demasiadas imprecisões e afirmações sem fundamento”.

Price afirmou que “a noção de que a operação que acabou com a vida de Osama bin Laden foi outra coisa que não uma missão unilateral dos EUA é evidentemente falsa” e manteve que a operação era do conhecimento exclusivo de um reduzido número de altos dirigentes norte-americanos.