A arquidiocese de Saint Paul e Minneapolis, no estado norte-americano de Minnesota, concordou em pagar 210 milhões de dólares (179,4 milhões de euros) a 450 vítimas de abusos sexuais por parte de clérigos.

O valor, anunciado na quinta-feira, é o segundo maior pagamento dos Estados Unidos no escândalo que abalou a Igreja Católica no país.

Segundo o advogado das vítimas, Jeff Anderson, o acordo inclui medidas de responsabilização. O dinheiro vai para uma conta para distribuir pelas vítimas, com a quantia para cada um a ser determinada mais tarde.

Em 2013, foi aberta a possibilidade de que pessoas que tivessem sido vítimas de abuso sexual pudessem processar a arquidiocese por danos, o que resultou em centenas de ações e na declaração da falência da arquidiocese em 2015.

Com o processo de falência a decorrer, os advogados debatiam quanto dinheiro a arquidiocese deveria pagar, com a instituição a dizer que apenas tinha 45 milhões de dólares (38,4 milhões de euros) e os advogados das vítimas a apontarem para mais de mil milhões (855 milhões de euros), contando com os ativos das 187 paróquias, escolas, cemitérios e outras entidades ligadas à arquidiocese.

No mês passado, um tribunal federal confirmou uma decisão de 2016, considerando que as paróquias e outras entidades eram independentes, pelo que os seus ativos não poderiam ser usados no processo de falência.