Frank Freshwaters, agora 79 anos, atropelou um homem, em 1957, no Estado de Ohio, nos EUA, quando circulava a mais de 50 km/hora numa zona em que só se podia circular a 35, conta o site USA Today. Acusado de homicídio voluntário, Freshwaters declarou-se culpado e foi condenado a cinco anos de liberdade condicional com uma pena suspensa de um ano a 20 anos de prisão. Em 1959, Frank Freshwaters violou a liberdade condicional e foi parar atrás das grades, onde começou a cumprir 20 anos de prisão no Reformatório Estatal de Ohio. Posteriormente, foi transferido para um campo de trabalhos forçados, de onde escapou.


Ficha de Frank Freshwaters na polícia em 1959 (Reprodução)
 


Agora, 56 anos depois a polícia foi bater-lhe à porta. Hoje conhecido pelo nome de William Cox, respondeu desta forma aos agentes da polícia que lhe mostraram uma fotografia dele próprio quando tinha 21 anos: “Há muito tempo que eu não vejo esse homem”, respondeu William Cox, pouco antes de confessar a verdadeira identidade.

 
Frank Freshwaters tem desfrutado de uma reforma tranquila em Melbourne, na Florida, a quase 1.500 quilómetros de distância do local onde ocorreu o atropelamento. Apreciado pelos vizinhos, Shirl Cheetham, uma amiga de Freshwaters, descreve-o como "o mais amigável dos homens." Freshwaters foi até padrinho de casamento de Shirl Cheetham e os filhos dela chamam-lhe "avô Will."
 
O fugitivo participa em atividades da Igreja Comunitária de West Melbourne e ofereceu-se para dedicar parte do seu tempo a ajudar os pobres.
 
Os que lhe são próximos não entendem que esta dedicação de Frank Freshwaters à comunidade não seja tida em conta pela polícia.
 

"Este é o nosso trabalho, pediram-nos para apanhar a pessoa e apresentá-la à justiça. Temos obrigação de o fazer", responde Elliot Marshall, responsável policial pelo caso.