Um antigo polícia de Oklahoma, nos Estados Unidos, foi condenado, na quinta-feira, a 263 anos de prisão pelo abuso e violação de 13 mulheres durante as suas escalas de serviço. 

Daniel Holtzclaw, aguardava conhecer a medida da pena, depois de o tribunal o ter considerado culpado há um mês. O juiz considerou o antigo polícia responsável pelo abuso sexual e violação de 13 mulheres entre 2013 e 2014.
O ex-agente Daniel Holtzclaw estava acusado de uma série de crimes, de violação e abuso, que incluíam obrigar as mulheres a praticarem sexo oral.  Na leitura do veredicto, Daniel Holtzclaw chorou, segundo a CNN.  

O julgamento de Holtzclaw também alimentou o debate racial em Oklahoma, já que todas as vítimas do ex-agente, de pai branco e mãe japonesa, são mulheres negras, de entre 17 e 50 anos, com antecedentes criminais por consumo de droga ou prostituição. O júri era, por seu turno, composto apenas por elementos brancos. Oito homens e quatro mulheres.  

"Pensei que ninguém acreditaria em mim. Sou negra", testemunhou uma das vítimas em tribunal, segundo a CNN, mas a defesa tinha outra tese. Os advogados de defesa, Scott Adams e Robert Gray, chamaram a atenção que as mulheres da rua são umas "chicas-espertas".

Daniel Holtzclaw fazia operações STOP num dos bairros mais pobres da cidade norte-americana. Intercetava as vítimas nas operações de trânsito. Depois de violá-las ou sodomizá-las, dizia-lhes que deixaria cair uma queixa por tráfico ou posse de droga se não apresentassem queixa.