O ex-diretor de campanha de Donald Trump Paul Manafort vai declarar-se culpado e colaborar com a investigação à ingerência russa nas eleições de 2016, segundo um acordo anunciado hoje pela equipa do procurador especial Robert Mueller.

Manafort, 69 anos, foi considerado culpado de fraude bancária e fiscal em agosto, na Virgínia, aguardando o anúncio da pena que lhe vai ser aplicada.

Visado por um segundo julgamento, relativo a serviços de consultoria que prestou na Ucrânia, chegou neste caso a acordo com os serviços do procurador especial, contrariando a postura que adotou no último ano, de contestar as acusações que lhe foram feitas.

O procurador Andrew Weissman disse hoje ao tribunal que Manafort aceitou um “acordo de cooperação”, sem dar pormenores.

Manafort disse por seu lado ao juiz que pretende declarar-se culpado.

Documentos entregues no tribunal e citados pela imprensa indicam que as sete acusações de que era alvo foram reduzidas a duas – conspiração contra os Estados Unidos e conspiração para obstrução à justiça -, em relação às quais vai reconhecer que é culpado.

Segundo os serviços de informações norte-americanos, a Rússia tentou influenciar as eleições presidenciais norte-americanas de 2016 em benefício do candidato republicano.

A equipa do procurador especial procurar determinar se houve conluio entre a equipa de Trump e os russos.

Manafort trabalhou entre 2006 e 2017 para governos estrangeiros, incluindo o executivo pró-russo do ex-presidente ucraniano Viktor Ianukovich (2010-2014) e para oligarcas russos, sem informar as autoridades dos Estados Unidos.