O Estado Islâmico fez uma ameaça direta aos Estados Unidos através de um trailer de 52 segundos intitulado «Flames of War: Fighting has just begin» («Chamas de Guerra: a luta ainda está a começar»). No vídeo, os jihadistas ameaçam converter o território que controlam, entre a Síria e o Iraque, no túmulo do exército norte-americano, caso a campanha militar aérea em curso derive em ação terrestre dos norte-americanos.

No vídeo, ouve-se a voz de Barack Obama a dizer que «as tropas norte-americanas não voltarão a lutar no Iraque». As palavras de Presidente dos EUA são intercaladas com imagens apocalíticas que evidenciam o poderio audiovisual do Estado Islâmico.

O trailer, da Al Hayat, a produtora de conteúdos em inglês do Estado Islâmico, surge um dia depois de um assessor militar de Barack Obama ter declarado no Congresso que não está posta de parte a opção de enviar tropas para o terreno caso os ataques aéreos sobre as posições estratégicas dos jihadistas não atinjam o objetivo anunciado há uma semana: «fragilizar e, em última instância, destruir o Estado Islâmico».

Um especialista em segurança internacional afirmou ao jornal «The New York Times» que o Estado Islâmico «parece estar mais implacável do que nunca, não só em relação à conquista do território, mas também ao nível de confrontação com a maior potência mundial».

O vídeo sugere um iminente ataque por parte do Estado Islâmico aos Estados Unidos. O trailer, que termina com um «brevemente» ao estilo de Hollywood, é mais um produto do departamento de propaganda do Estado Islâmico. Até à data, a Al Hayat assinou vídeos das decapitações dos reféns ocidentais ou de jihadistas estrangeiros que relatam a vida no califado.