O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou esta quinta-feira uma ordem executiva que vai permitir a Washington sancionar unilateralmente pessoas, empresas e instituições envolvidas em atividades comerciais com a Coreia do Norte.

Anuncio uma nova ordem executiva que alarga significativamente a autoridade [dos Estados Unidos] para sancionar pessoas, empresas e instituições financeiras que financiam e facilitam o comércio com a Coreia do Norte”, anunciou Trump durante um almoço de trabalho com o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, realizado à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas, a decorrer em Nova Iorque.

 

Os bancos estrangeiros vão confrontar-se com uma ameaça clara: fazer negócios com os Estados Unidos ou facilitar o comércio com o regime sem leis da Coreia do Norte”, salientou o chefe de Estado norte-americano que já tinha anunciado algumas horas antes que Washington ia impor esta quinta-feira novas sanções contra Pyongyang.

Trump assegurou que a nova ordem executiva dará "poderosas novas ferramentas" ao Departamento do Tesouro norte-americano e que o regime de Pyongyang "já não poderá contar que outros facilitem as respetivas atividades comerciais e bancárias".

Apelamos a todas as nações responsáveis que apliquem as sanções da ONU e que imponham medidas próprias como estas", reforçou Donald Trump, prosseguindo: "O que procuramos é a desnuclearização completa da Coreia do Norte".

Nas mesmas declarações, Trump avançou que o Banco Central da China tinha ordenado aos bancos chineses para suspenderem as transações financeiras com a Coreia do Norte, uma medida que qualificou como "muito corajosa" e "inesperada".

Até ao momento, Pequim não se pronunciou sobre este assunto.

Ainda na mesma ocasião e quando questionado por um jornalista sobre se ainda era possível manter conversações com o regime da Coreia do Norte, Trump respondeu apenas: "Por que não?".

No dia 11 de setembro, o Conselho de Segurança da ONU aprovou, por unanimidade, um novo conjunto de sanções contra a Coreia do Norte, em resposta ao último lançamento de um míssil norte-coreano que sobrevoou o território do Japão.

Trump, que tem adotado uma retórica particularmente dura e bélica contra Pyongyang nos últimos meses, afirmou na terça-feira, durante a sua primeira intervenção perante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, que a única solução será "destruir totalmente" a Coreia do Norte caso o regime de Kim Jong Un continue a ameaçar os Estados Unidos e os seus aliados.

Numa referência ao líder norte-coreano, Trump adiantou: "O homem foguete ['rocket man, a expressão em inglês] está numa missão suicida para si e para o seu regime".

Acordo preliminar na UE para novas sanções 

Os 28 estados-membros da União Europeia (UE) chegaram, também esta quinta-feira, a um acordo preliminar para impor mais sanções à Coreia do Norte em resposta aos testes nucleares, informaram várias fontes diplomáticas, citadas pela agências Reuters e AFP.

Hoje, os embaixadores, na ONU, dos Estados membros da União Europeia concordaram em criar um novo pacote de medidas autónomas", disse à Reuters um diplomata europeu.

Estas sanções serão suplementares às adotadas pela ONU na semana passada e supõem uma proibição total para as empresas europeias de exportação petrolífera ou investimentos na Coreia do Norte, referem fontes diplomáticas questionadas pela AFP.