Dois homens condenados à morte foram executados na quinta-feira à noite nos estados norte-americanos do Alabama e da Georgia, apesar dos derradeiros recursos judiciais interpostos pelos advogados dos detidos.

No estado do Alabama, Michael Eggers, de 50 anos, recebeu a injeção letal às 18:54 locais (mais cinco horas em Lisboa) e foi declarado morto 35 minutos depois.

Um júri condenou Eggers à pena capital pela morte de uma mulher em 2000.

Os seus apoiantes alegaram que o detido sofria de alucinações, delírios de perseguição e de outros problemas psicológicos graves, tendo apelado, sem sucesso, ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos para suspender a execução.

A segunda execução ocorreu na Geórgia. Carlton Gary, de 67 anos, foi considerado culpado de ter matado três mulheres em 1977.

Entre setembro de 1977 e abril de 1978, a cidade de Columbus, no estado da Geórgia, foi palco de violentas agressões a mulheres, atos que desencadearam a indignação dos habitantes.

As vítimas, com idade entre os 59 e os 89 anos, foram espancadas, violadas e estranguladas, muitas vezes com os próprios ‘collants’. Sete delas morreram e duas ficaram feridas.

Os procuradores sempre sustentaram que um só homem tinha cometido todos esses crimes e Carlton Gary, detido em 1984, foi levado perante a Justiça como o “assassino dos ‘collants’”.

A defesa de Carlton Gary rejeitou, todavia, esta tese, afirmando que novos métodos científicos de apuramento de provas permitiam ilibar o seu cliente, tendo igualmente recorrido ao Supremo Tribunal.