A polícia fronteiriça dos Estados Unidos deteve uma menina de 10 anos, com paralisia cerebral, imediatamente depois de ter sido submetida a uma cirurgia de emergência à vesícula.

De acordo com um grupo de defensores dos direitos dos imigrantes e com a própria família da menina, a polícia detetou a criança indocumentada, num checkpoint, quando ia a caminho de um hospital para outro. Estava acompanhada de uma prima, que tem documentação norte-americana. A polícia esperou que fosse atendida, submetida à cirurgia e deteve-a. Ou seja, quando teve alta do hospital, não pôde voltar a casa com os pais. Em vez disso, foi transferida para outro hospital, sob custódia do Governo norte-americano.

De acordo com o advogado da criança, citado pelo Huffington Post, a polícia terá informado o causídico que a criança seria tratada como qualquer menor não acompanhado que seja detetado na fronteira.

A menina vive nos Estados Unidos desde os três meses, com a mãe, na cidade de Laredo, no estado do Texas. A mãe, Felipa de la Cruz, de 39 anos, também é imigrante ilegal.