Contratorpedeiros da Marinha dos Estados Unidos vão escoltar navios norte-americanos no Mar da China meridional, depois da perseguição de que foi alvo domingo um navio norte-americano não armado, por parte de uma frota chinesa, escreve a Lusa.

O anúncio foi feito quinta-feira por um alto responsável norte-americano, a coberto do anonimato. «A partir de agora e num futuro previsível, vamos escoltar este tipo de navios», declarou este alto responsável.

Navio perseguido

O governo norte-americano acusou uma frota de navios chineses de ter perseguido domingo o USNS «Impeccable», um navio equipado de sonares para detectar submarinos, especializado na recolha de dados acústicos particularmente preciosos para a Marinha numa altura em que a China desenvolve a sua frota de submarinos.

O navio norte-americano foi obrigado a manobrar para evitar uma colisão e os Estados Unidos protestaram oficialmente junto de Pequim.

Logo no dia seguinte ao incidente, o contratorpedeiro USS Chung-Hoon, armado de mísseis, de torpedos e de dois helicópteros, escoltou o «Impeccable».

Escoltas no Mar da China meridional

Estas escoltas aplicam-se ao Mar da China meridional, precisou esta fonte, que sublinhou não se ter registado qualquer incidente desde domingo.

Enquanto isto, o presidente norte-americano, Barack Obama, e o chefe da diplomacia chinesa, Yang Jiechi, de visita a Washington, concordaram quinta-feira na necessidade de uma cooperação estreita e urgente entre os seus dois países face à crise económica, anunciou a Casa Branca.

Estabilizar a economia

Durante as conversações, os dois homens concordaram que a China e os Estados Unidos, duas das economias mundiais mais importantes, deviam cooperar de forma estreita e urgente para estabilizar a economia mundial, «estimulando a procura interna e no estrangeiro, e fazendo circular o crédito», disse a Casa Branca.

«O presidente sublinhou também a necessidade de se ocuparem dos desequilíbrios comerciais mundiais», assinalou. Já Jiechi apelou aos Estados Unidos para «respeitarem» a posição de Pequim sobre o Tibete.