Donald Trump anunciou esta sexta-feira que a cimeira com Kim Jong-un vai mesmo acontecer a 12 de junho, em Singapura, após um encontro com o ‘número dois” do regime de Pyongyang.

O general norte-coreano Kim Yong Chol, deslocou-se a Washington e reuniu-se com Trump na Casa Branca, a quem entregou uma carta pessoal de Kim Jong-un.

Definido como o principal conselheiro do líder norte-coreano, e que ocupa uma posição comparável à de vice-presidente, o general reuniu-se na Casa Branca com Donald Trump.

Na quinta-feira, o chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, tinha já referido que as discussões preliminares para uma possível cimeira entre os líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte, Donald Trump e Kim Jon-un, respetivamente, estão “na direção certa”.

Depois de várias reuniões em Nova Iorque com o general Kim Yong Chol, apresentado como o braço direito do líder norte-coreano, o secretário de Estado norte-americano sublinhou, no entanto, que “ainda há muito trabalho” para fazer.

Apesar destas declarações, Mike Pompeo não se comprometeu com uma data para a eventual cimeira.

Inicialmente, a data avançada foi 12 de junho, em Singapura, mas essa meta foi inesperadamente anulada por Trump em reação à “hostilidade” manifestada pela Coreia do Norte.

Os contactos seriam posteriormente retomados e as negociações estão atualmente a prosseguir em várias frentes.

Em paralelo, as duas Coreias concordaram hoje com o reinício das conversações militares a partir de 14 de junho, as primeiras deste género nos últimos quatro anos, anunciou o ministério da Unificação.

As delegações da Coreia do Norte e da Coreia do Sul aceitaram encontrar-se numa reunião de alto nível na fronteira que separa os dois países, dois dias depois da data prevista para a cimeira entre Donald Trump e Kim Jong-un, embora a celebração desta esteja ainda em dúvida.

A última vez em que ambos os países, tecnicamente ainda em guerra, tiveram este tipo de encontros para aliviar tensões regionais foi em outubro de 2014.

As duas Coreias decidiram ainda abrir um gabinete de ligação fronteiriço "o quanto antes" e realizar uma reunião entre os respetivos representantes da Cruz Vermelha, no dia 22 de junho, para organizar um encontro de famílias separadas pela Guerra da Coreia (1950-1953).

Presença militar dos EUA na Coreia do Sul "não está em cima da mesa" na cimeira 

O secretário da Defesa norte-americano disse hoje que a questão das tropas dos Estados Unidos estacionadas na Coreia do Sul não estará em cima da mesa durante a cimeira entre o Presidente do país e o líder norte-coreano.

“Esta questão não está em cima da mesa aqui para o dia 12 e não deverá estar”, afirmou James Mattis, em Singapura, citado pela France-Press.

É em Singapura que deverá realizar-se no próximo dia 12 a cimeira histórica entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Atualmente, cerca de 28.500 soldados americanos estão estacionados na Coreia do Sul.