Milhares de polícias juntaram-se, este domingo, em Nova Iorque, EUA, no funeral de um dos dois agentes mortos em serviço, em Brooklyn. As cerimónias fúnebres ficaram marcadas pelo protesto dos polícias que viraram costas ao presidente da Câmara nova-iorquina, quando Bill de Blasio discursava.
 
E a razão do protesto está num conselho do próprio político. Bill de Blasio é casado com uma escritora afro-americana. De acordo com a BBC News, a polícia nova-iorquina, a maior força de segurança do país, não perdoa ao autarca por ter dito que aconselhou o filho, mestiço, a ter cuidado na interação com as forças de segurança. Um aviso de pai dado em plena revolta popular de dimensão nacional contra a violência policial. Uma polícia acusada de comportamento racista porque mata homens negros desarmados.

Com exceção do protesto dos agentes, a despedida do agente Wenjian Liu, realizada no bairro de Brooklyn, onde morava, não sofreu perturbações. O «mayor» de Nova Iorque prestou homenagem à «coragem» de Wenjian Liu, de origem chinesa e a viver nos Estados Unidos da América desde os 12 anos.

A 20 de dezembro, Wenjian Liu e um outro agente, Rafael Ramos, foram abatidos a tiro, no interior do carro-patrulha,  por um indivíduo que disse querer vingar dois negros mortos pela polícia.