Os Estados Unidos afirmaram, na segunda-feira, ter identificado “potenciais preparativos” por parte do regime sírio para o lançamento de um novo ataque com armas químicas. Isto mesmo foi revelado pelo porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, em comunicado.

 Os Estados Unidos identificaram potenciais preparativos para um outro ataque com armas químicas por parte do regime sírio, (...) que poderá resultar no massacre de civis, incluindo crianças inocentes.”

Washington deixa ainda um aviso:

Se o presidente sírio, Bashar al-Assad, lançar um novo ataque, ele e o seu exército vão pagar caro.” 

O comunicado, divulgado já durante a noite, parece ter apanhado de surpresa os oficiais norte-americanos. Cinco oficiais do Departamento de Defesa e um do Comando Central norte-americano, citados pelo BuzzFeed, não sabem de onde veio esta informação, nem tinham conhecimento que a Casa Branca preparava este comunicado.

Entretanto, a embaixadora norte-americana nas Nações Unidas disse, no Twitter, que eventuais ataques ao povo sírio serão responsabilidade de Assad, mas também da Rússia e do Irão, que o apoiam.

A Rússia já reagiu ao comunicado, declarando que são inaceitáveis as ameaças de retaliação por parte da Casa Branca contra o governo sírio.

Nós consideramos inaceitáveis tais ameaças contra o Governo sírio", disse aos jornalistas o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

A 4 de abril, um ataque aéreo com armas químicas, na província de Idlib, fez 88 mortos, entre os quais 31 crianças, de acordo com um balanço do Observatório Sírio dos Direitos Humanos. 

O ataque, que Washington atribuiu ao regime de Bashar Al-Assad, motivou uma retaliação norte-americana contra uma base aérea síria, a 7 de abril.