Um muçulmano que está a cumprir uma pena de prisão perpétua nos Estados Unidos pelo seu papel no atentado de 1993 contra o World Trade Center apresentou uma queixa num tribunal por violação dos seus direitos religiosos.

A queixa, que está a ser julgada desde terça-feira num tribunal em Denver, foi feita contra funcionários prisionais por não lhe serem servidas refeições compatíveis com as suas crenças e por não lhe ter sido facultado acesso a um imã (líder espiritual) da mesma denominação.

Ahmad Ajaj foi condenado em 1999 a mais de 114 anos de prisão pelo seu papel na explosão que ocorreu numa garagem subterrânea a 26 de fevereiro de 1993, que matou seis pessoas, uma delas grávida, e causou ferimentos em mais mil.

Na ação judicial, Ajaj acusa os funcionários das prisões federais de não lhe fornecer alimentos que atendem à sua crença de que todos os animais usados na alimentação devem ser criados e abatidos de acordo com a lei islâmica.

Na queixa também se sublinha que este passou meses sem ser visitado por um imã contratado para aconselhar prisioneiros no estabelecimento prisional do Colorado.

Desde que se mudou para a prisão de Indiana, começou a participar de um programa baseado na fé que inclui aulas regulares com um imã, mas o líder espiritual que trabalha com presos muçulmanos pertence a outra denominação da fé.

De acordo com os advogados de Ahmad Ajaj, a prisão de Indiana começou na semana passada a fornecer refeições que o queixoso considera aceitáveis.