Notícia atualizada

Os Estados Unidos bombardearam posições de artilharia do Estado Islâmico no Iraque que ameaçavam o pessoal norte-americano estacionado na base de Erbil, no Curdistão iraquiano, anunciou o Pentágono, esta sexta-feira.

«Aviões militares americanos lançaram ataques contra a artilharia do Estado islâmico. A artilharia foi utilizada contra as forças curdas que defendem Erbil», declarou no Twitter o porta-voz do Pentágono, almirante John Kirrby.

O Presidente norte-americano, Barack Obama, já tinha anunciado, esta noite, ter autorizado ataques a posições do Estado Islâmico do Iraque e do Levante no Iraque, além do lançamento de uma operação humanitária para assistir deslocados no norte do país.

«Hoje, os Estados Unidos chegam para ajudar», disse Obama numa breve declaração na Casa Branca.

O Presidente acrescentou que se «milhares de civis inocentes estão em perigo de serem massacrados» e os Estados Unidos «possuem capacidade para os ajudar», então tem de ser esse o caminho, explicou Barack Obama ao salientar que a ajuda foi solicitada pelo Governo iraquiano.

Obama disse também ter autorizado os ataques aéreos no Iraque contra as posições dos jiadistas para «proteger os interesses dos Estados Unidos» por, muito próximo, estão assessores diplomáticos e militares norte-americanos.

Apesar das operações militares autorizadas, Barack Obama garantiu, no entanto, que os Estados Unidos não se vão envolver noutra guerra no Iraque e que não autorizou o envio de tropas para o terreno.

Aviões militares norte-americanos sobrevoaram na quinta-feira a região norte do Iraque para largarem ajuda humanitária a milhares de civis refugiados na região devido aos ataques dos extremistas sunitas no país, revelou uma alta patente militar.

«Os aviões largaram vários blocos de ajuda humanitária e já saíram em segurança da zona de descarga», acrescentou o mesmo oficial ao explicar que a ajuda foi entregue às famílias Yazidi, nos arredores de Sinjar.