A Amnistia Internacional instou hoje os Estados Unidos a acabarem com o secretismo em torno do programa de «drones» no Paquistão e a levar os responsáveis pelos ataques ilegais à Justiça.

A organização de defesa dos direitos humanos indicou que, aparentemente não existe qualquer justificação para dois ataques perpetrados com recurso a «drones» (aviões não tripulados) no noroeste do Paquistão no ano passado, um dos quais matou uma mulher, de 68 anos, enquanto esta colhia vegetais.

Os responsáveis da CIA pela campanha contra os drones suspeitam que os terroristas no Paquistão cometeram crimes de guerra e devem ser julgados por isso.

No entanto, os EUA têm afirmado repetidamente que poucos civis foram mortos por drones e argumentam que a sua campanha é «realizada de acordo com todas as leis nacionais e internacionais aplicáveis».

Segundo o relatório da Amnistia, há ainda risco de os militantes que fizeram a investigação estarem a ser forçados a «prestar informações falsas ou imprecisas».

O apelo lançado pela Amnistia num relatório dedicado ao tema surge na véspera das conversações na Casa Branca entre o Presidente norte-americano, Barack Obama, e o primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, durante as quais devem ser abordados os ataques.