A hashtag #ItsOnUs está a espalhar-se de forma viral nas redes sociais e, com ela, uma mensagem que se pretende divulgar: a responsabilidade de uma agressão sexual, de uma violação, não pode ser das mulheres. A campanha «It’s on Us» ( «Cabe-nos a nós») foi lançada em setembro pelo Presidente dos EUA, Barack Obama, com o objetivo de sensibilizar a opinião pública, sobretudo os homens, «sobre um assunto que ainda é tabu». De celebridades ao cidadão comum, muitos se juntaram à causa e, em poucos dias, centenas de homens aderiram à iniciativa.

A campanha que a Casa Branca lançou, para alertar contra as violações nas escolas e nas universidades, reuniu um conjunto de estrelas da televisão e do desporto para fazer chegar a mensagem a jovens e adultos. O avançado Kevin Love, dos Cleveland Cavaliers, os atores Jon Hamm, da série «Mad Men», e Kerry Washington, da série «Scandal», juntaram-se em vídeo a outras celebridades numa iniciativa de Barack Obama.

A falta de participação masculina foi uma das razões por que o Presidente Obama e o vice-presidente Biden uniram forças para chamar os homens a «chegarem-se à frente» e tomar nas próprias mãos a prevenção da violência sexual. A campanha «Cabe-nos a nós» convida os homens a assumir a responsabilidade pela epidemia da violação. E eles não se fizeram rogados: a plataforma online onde se pode saber mais informação e participar conta já com centenas de homens, que ali decidiram colocar o próprio rosto.

A campanha pretende também criar uma mudança social na forma como os homens pensam e falam sobre as mulheres. Estudos citados pelo site Identities.Mic demonstram que «o que os homens pensam que os outros homens pensam é um fator muito determinante do modo como os homens agem». Isto significa que uma mudança cultural é radicalmente necessária para reduzir, ou até acabar, com a adesão aos mitos e aos estereótipos da agressão sexual.