Os filhos não conseguem correr tanto como os seus pais, quando estes eram mais novos. A conclusão é de um estudo divulgado no encontro anual da American Heart Association, que termina esta quarta-feira em Dallas, nos Estados Unidos. O trabalho agora revelado analisou dados de 46 anos envolvendo mais de 25 milhões de crianças em 28 países, escreve a CNN.

Em média, as crianças de agora correm uma milha (1,61 km) em mais 90 segundos que os seus progenitores há 30 anos atrás, garantem os especialistas.

Segundo os dados agora conhecidos, em quase todo o mundo a resistência cardiovascular dos mais pequenos tem baixado, de forma consistente, 5% em cada década. O declínio, com ligação à obesidade, é visível em rapazes e raparigas, entre os nove e os 17 anos de idade, sendo mais grave nuns países que noutros.

O responsável pela investigação, Grant Tomkinson, da Universidade de Ciências Médicas do sul da Austrália, explicou à CNN que «entre 30% a 60% do declínio da resistência explica-se pelo aumento da massa gorda».

O maior problema está nos países ocidentais, mas alguns países da Ásia, como na Coreia do Sul, na China e em Hong Kong o fenómeno já é visível. Para contrariar o problema, Grant Tomkinson defende que os mais novos devem ser «inspirados e encorajados na prática do exercício físico».

Até porque se isso não acontecer, as consequências a nível de saúde pública podem ser dramáticas. «Jovens que não estão em forma, são mais suscetíveis de desenvolveram doenças cardíacas quando forem adultos», lembra o mesmo especialista.