Os ovos são o melhor alimento que se pode dar às crianças ao pequeno-almoço para que passem mais tempo sem ter fome. Um estudo realizado nos EUA, na Universidade de Pennsylvania School of Nursing, revela que comer ovos ao pequeno-almoço, em vez de cereais, vai manter as crianças saciadas durante toda a manhã.

De acordo com o jornal britânico “The Independent”, o mesmo estudo revela que um pequeno-almoço rico em proteínas também leva as crianças a ingerir menos calorias ao almoço, o que pode ajudar a controlar a obesidade.

No estudo publicado na revista Eating Behaviours, os cientistas analisaram crianças de 10 anos que ingeriram ao pequeno-almoço 350 calorias de ovos ou cereais e, em seguida, realizaram atividades físicas até à hora de almoço.

As crianças foram convidadas ao longo da manhã a dizer quão famintas estavam e os pais mantiveram um diário alimentar do que elas comeram a mais.

O estudo, dirigido por Tanja Kral, do Departamento de Ciências da Saúde bio comportamental da universidade, descobriu que as crianças que comiam ovos ao pequeno-almoço reduziram em 70 o número de calorias que ingeriram ao almoço, o que corresponde a cerca de 4% da ingestão diária de uma criança.

De acordo com os cientistas, as crianças que ingerem calorias além do seu limite podem ganhar peso e ficar obesas, se o fizerem com regularidade.

"Não me surpreende que o pequeno-almoço com ovos seja mais saciante", disse Tanja Kral.

“O que realmente me surpreende é o facto que, de acordo com os relatos das crianças, o pequeno-almoço com ovos não as fez sentir mais cheias do que com cereais ou papas de aveia, e que mesmo assim tenham comido menos ao almoço”, acrescentou.

"Esperávamos que a menor ingestão ao almoço fosse acompanhada por níveis mais baixos de fome e maior saciedade depois de um pequeno-almoço rico em proteína, mas não foi esse o caso”, disse ainda o cientista.

“É muito importante que identifiquemos alguns tipos de alimentos que podem ajudar as crianças a sentir-se saciadas e a moderarem a ingestão de calorias, especialmente em crianças que são propensas a terem aumento de peso”, rematou.