No dia em que se completa um mês do início dos protestos contra o governo na Venezuela, o número de mortos resultantes de confrontos entre manifestantes e soldados sobe para 25 com mais três vítimas mortais.

Em Caracas, milhares de apoiantes e opositores do regime do presidente Nicolás Maduro saíram à rua para assinalar o primeiro mês de manifestações, mas foi quando a Guarda Nacional tentou impedir que os manifestantes saíssem da praça da Venezuela em direção ao edifício do governo que os confrontos se intensificaram.

Os estudantes em protesto atiraram pedras e bombas de petróleo contra as forças de segurança e estas responderam com tiros, gás lacrimogénio e canhões de água.

Segundo a Reuters, dezenas de pessoas saíram feridas dos confrontos.

Já em Valencia, no estado central de Carabobo, três pessoas morreram em incidentes separados. Um estudante de 23 anos morreu com um tiro na cabeça quando tentava encontrar esconderijo, longe dos protestos. Segundo o «El Universal», ainda que os ativistas culpem os apoiantes do governo, o governador do estado diz que o tiro veio de um dos snipers entre os manifestantes.

A segunda vítima mortal foi um capitão do exército, que foi alvejado enquanto enfrentava «terroristas criminosos», disse o governador Francisco Ameliacach, referindo-se aos participantes dos protestos.



Um homem de 42 anos foi também alvejado enquanto pintava em frente a sua casa.

Apesar do número de mortos, os estudantes prometem continuar com os protestos contra o governo de Nicolás Maduro.