A polícia deteve um médico que executou cirurgias de esterilização em massa no centro da Índia, as quais causaram a morte a 13 mulheres e levaram ao internamento hospitalar de várias dezenas, informou esta quinta-feira fonte oficial.

O médico, R.K Gupta, foi detido para interrogatório na quarta-feira no estado de Chhattisgarh, disse à AFP o inspetor geral da polícia Pawan Deo.

As cirurgias levadas a cabo durante o fim-de-semana num acampamento sanitário estiveram na origem de várias complicações de saúde das mulheres que a elas se submeteram. Nessa medida, 83 mulheres terão sido operadas por um só médico em apenas seis horas.

De acordo com a BBC, os familiares alegam negligência médica e falta de condições sanitárias, mas as autoridades, que já abriram um processo de inquérito, recusam-se por agora a falar em erro médico.

Esta não é a primeira vez que um incidente deste género se verifica. Em janeiro de 2012, três homens foram condenados por terem esterilizado 53 mulheres em duas horas, sem condições sanitárias para tal e sem recurso a anestesia.

Os programas são oficialmente voluntários, mas há suspeitas de que mulheres pobres sejam pagas para aderir a estes programas.

A Índia é um dos países mais populosos do mundo, a par com a China. Mas, se continuar a crescer a este ritmo, ultrapassará a população chinesa já em 2030, pelo que a demografia é um problema de Estado.