O Estado Islâmico divulgou, esta quinta-feira, um vídeo que mostra militantes a destruir obras e artefactos milenares assírios e da Mesopotâmia, num museu de Mossul, no Iraque. É o segundo incidente do género em poucos dias: no domingo, militantes do Estado Islâmico queimaram mais de 8 mil livros e manuscritos raros na biblioteca pública de Mossul.

O vídeo tornado público esta quinta-feira mostra os militantes a destruir obras de arte e artefactos datados de até 800 anos a.C. no museu municipal Mossul. Usam marretas e martelos pneumáticos.
 
«Estas ruínas atrás de mim são ídolos e estátuas que o povo no passado venerava em vez de Alá. O profeta derrubou ídolos com as mãos nuas quando foi a Meca. Fomos ordenados por ele a destruí-los», diz um dos militantes que aparece no vídeo.
  Lamia al-Gailani, arqueóloga iraquiana do londrino Institute of Archaeology, diz que se perderam objetos insubstituíveis.
 
«O dano é incalculável. Não é apenas patrimônio do Iraque, mas da humanidade. Os artefactos não têm preço. É inacreditável», disse, comparando este incidente com a destruição dos budas bamiyan no Afeganistão pelos talibã, em 2001.
 
No último domingo, o Estado Islâmico queimou pelo menos 8 mil livros e manuscritos raros da biblioteca pública de Mossul. Também no domingo, destruiu uma igreja e o teatro da universidade local.