O David de Michelangelo, a estátua de uma figura humana esbelta e musculada, tem articulações fracas e micro-fraturas nos tornozelos. Mas os responsáveis pela Academia de Belas Artes de Florença, onde está nesta altura a estátua, garantem que não há risco de ruir.

Foi um estudo do Conselho Nacional de Pesquisa italiano que alertou para o facto de a estátua de cinco metros e 5.5 toneladas em mármore de Carrara, criação de 1504 do escultor e pintor renascentista, apresentar sinais de desgaste.

Notou ainda que também a base onde David assenta o seu peso pode ter pequenas fissuras, além de ter um ligeira inclinação, que coloca pressão sobre a estátua. O risco, segundo escrevia o jornal La Repubblica, era de a obra de arte ruir perante um tremor de terra ou outro abalo.

«Mesmo que haja um sismo de 5.0 ou 5.5, Florença fica inteira. E o David será o último a cair», garantiu à France-Press Marco Ferri, porta-voz do museu italiano.

Ferri defende que «não há nada de dramático» nem de novo nas conclusões deste estudo e que o museu vai continuar a monitorizar as vibrações, como sempre tem feito. Revela ainda que já foi adotada uma medida nesse sentido, reduzindo o número de visitantes permitidos em simultâneo.

O original da estátua de David está desde o final do séc. XIX na Academia de Belas Artes, depois de ter estado exposto frente ao Palazzo Vecchio de Florença, onde foi colocada uma réplica.