É um novo apelo de Kenneth Bae, um cidadão norte-americano preso na Coreia do Norte. Acusado de crimes contra o estado e condenado a 15 anos de trabalhos forçados, Bae pede ajuda ao governo americano e dá conta de que a sua saúde se tem deteriorado.

Em carta de 14 de Julho último, revelada pela sua família em Seattle, o cidadão norte-americano descreve o seu trabalho diário de 8 horas, durante 6 dias, a plantar batatas e feijões numa prisão perto de Pyongyang onde se queixa de estar em completo isolamento.

Kenneth Bae, de 45 anos, está preso desde Novembro depois de ter liderado um grupo em excursão pela região norte do país. Ele diz que foi numa missão cristã enquanto missionário. Mas o supremo Tribunal da Coreia do Norte diz que ele utilizou o seu visto de turismo para organizar grupos para derrubar o governo.

Naturalizado cidadão norte-americano, Bae nasceu na Coreia do Sul e viveu recentemente na China. A sua condenação aconteceu numa altura de grande tensão nas relações entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte por causa do programa nuclear note-coreano. Ativistas dos direitos humanos da Coreia do Sul dizem que Bae pode ter sido preso por tirar fotografias a crianças esfomeadas.

A família está a planear uma vigília em Seattle sábado. Isto já depois de uma petição a pressionar Barak Obama, presidente dos Estados Unidos, para que garanta uma amnistia especial, ter recolhido mais de 7 mil assinaturas na Internet.

O relatos dando conta de que o ex-presidente americano Jimmy Carter deveria ir à Coreia do Norte negociar a libertação de Kenneth Bae foram, entretanto, desmentidos.