O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, afirmou, esta segunda-feira, que os Estados Unidos vão fazer frente aos "agressores" que exerçam violência sobre civis. As palavras de Tillerson foram ditas durante uma visita a um memorial de guerra na vila italiana de Sant’Anna di Stazzema, onde os nazis massacraram mais de 500 civis.

Nós responsabilizaremos todos os que cometem crimes contra pessoas inocentes, em qualquer parte do mundo. Este lugar deve servir de inspiração para todos," vincou. 

As declarações do governante norte-americano surgem depois de o Estados Unidos terem atacado uma base aérea do regime sírio, naquele que foi o primeiro ataque direto contra Bashar al-Assad desde que começou a guerra civil. Esta ação norte-americana foi uma resposta ao ataque quimíco que matou mais de 80 pessoas e feriu centenas de pessoas, na localidade de Khan Sheikhoun. Apesar de não se saber oficialmente quem é que lançou as armas químicas, os Estados Unidos acreditam que se tratou de um ataque do regime de Bashar Al-Assad.

O ataque norte-americano intensificou as tensões entre Washington e Moscovo, uma vez que o Kremlin apoia Assad e atira responsabilidades para os rebeldes sírios.

Durante o fim de semana, Tillerson teceu duras críticas ao governo de Vladimir Putin. Em declarações à CBS, o secretário de Estado norte-americano afirmou que os russos “falharam o seu compromisso para com a comunidade internacional” ao não terem evitado que o regime sírio realizasse o ataque.

O governante frisou que Moscovo ficou encarregue de garantir que Damasco destruía as suas armas químicas, mas que falhou nesta matéria e que isso “resultou na morte de mais crianças e adultos inocentes”.

Ainda assim, Tillerson rejeitou a ideia de que o Kremlin tenha estado envolvido no ataque químico, sublinhando que não há quaisquer sinais que apoiem essa hipótese.

Esta segunda-feira, decorre em Lucca, Itália, uma cimeira do G7 – Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão. O encontro deverá abordar vários temas desde a Líbia ao Irão, passando pela Ucrânia, mas o principal destaque deverá ser, claro está, a situação na Síria e os recentes acontecimentos. 

Depois do encontro, na terça-feira, Tillerson vai viajar para Moscovo para levar uma mensagem "clara e coordenada" ao seu homólogo, o ministro russo Sergei Lavrov.