O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou esta quarta-feira ao novo primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, para o felicitar pela vitória nas eleições de domingo, informou em comunicado a Casa Branca.

«Como amigo e aliado desde há muito tempo dos gregos, os Estados Unidos esperam trabalhar com o novo Governo para ajudar a Grécia a voltar a um caminho de prosperidade a longo prazo».


Segundo o documento, durante o telefonema, os dois líderes também falaram sobre as relações de cooperação entre os Estados Unidos e a Grécia em áreas como a segurança europeia e o combate ao terrorismo.

Já esta quinta-feira, através do Twitter, foi a vez de Tsipras contar a sua versão do telefonema com Obama. Segundo o primeiro-ministro grego, ambos têm uma visão «comum» da necessidade de «parar a austeridade» e «dar um impulso ao crescimento e ao emprego».
 
Por outro lado, Alexis Tsipras recebeu esta quinta-feira outro aviso da Alemanha. O ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, advertiu que a alternância política na Grécia e as mudanças decididas pelo novo governo «não podem ser feitas à custa» dos outros europeus.

«Claro que qualquer democrata deve aceitar uma decisão democrática (do povo grego), tal como deve aceitar o direito do novo governo grego a definir uma nova direção. Mas também é verdade que os cidadãos europeus têm o direito de esperar que as mudanças na política grega não sejam feitas à sua custa».

Esta parece ser, nesta altura, a posição dominante na Europa. Também o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse esta quinta-feira, em entrevista ao francês «Le Figaro», que, na Grécia, «não se coloca a questão de cancelar a dívida». «Os outros países não vão aceitá-lo», avisou. 
  
Juncker admite que são são possíveis «arranjos», mas que está fora de questão «alterar fundamentalmente» o que já foi acordado. A Grécia «também deve respeitar outros, a opinião pública e os parlamentos do resto da Europa», referiu. 

Ainda esta quinta-feira, o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, explicou o mal-entendido sobre a posição da Grécia em relação às novas sanções à Rússia devido ao conflito na Ucrânia.