Uma rapariga de 14 anos, que tinha sido levada á força para os Estados Unidos, onde supostamente iria viver com a alegada família biológica, voltou esta quarta-feira para o México, para casa dos verdadeiros pais. O caso chamou a atenção a nível internacional após a divulgação de um vídeo em que se vê a menina a ser levada à força pela polícia. No dia 16 de abril deste ano, Alondra Luna Nunez foi retirada à força da escola secundária de Guanajuato pelas autoridades mexicanas, nomeadas pela Interpol, e transportada para o tribunal de Michoacan, no Estado vizinho. 

Já no tribunal, os pais mexicanos de Alondra Luna Nunez e Dorotea Garcia, a mulher que dizia ser a mãe biológica, apresentaram as certidões de nascimento da menina. De acordo com fonte policial, os pais mexicanos não entregaram os documentos adequados pelo que a custódia foi entregue a Garcia, pelo Ministério das Relações Externas. 

«As pessoas que me conhecem não precisam de dar explicações para o que aconteceu. Qualquer explicação que eu dê não vai mudar a opinião das pessoas no México», afirmou Garcia em declarações à AP.

Ainda no México, a jovem pediu um teste de ADN que foi recusado pelo tribunal. O órgão judicial garantiu que não tinha o direito de conceder tal desejo. 

«Nós, como juízes, apenas somos responsáveis por resolver o caso no que diz respeito à recuperação do menor. Não fazemos investigações ou perguntas», afirma a juíza, Cinthia Elodia Mercado. 

Sem hipótese de escolha, Alondra seguiu para Houston, nos EUA; com a alegada progenitora e gravou um vídeo, que posteriormente foi publicado nas redes sociais. No vídeo, Alondra pedia aos pais, no México, para terem calma e esperança enquanto ela esperava os resultados do teste de ADN. 

«Eu estou bem. Vejo que os Estados Unidos é um sítio bom. Não percebo nada do que eles dizem porque é tudo em inglês», afirmou Alondra .

O Ministério das Relações Externas viu o vídeo e devido à emoção envolta neste caso ajudou à solicitação do teste de ADN, que provou que Dorotea Garcia não era a mãe biológica e permitiu que Alondra voltasse a casa, no México.

«É terrível que tenham feito isto», afirmou a mãe, Susana Nunez, à AP.

Em 2007, Dorotea Garcia disse às autoridades que a filha Alondra Garcia tinha sido levada dos Estados Unidos pelo pai, Reynaldo Garcia. Este ano, a mulher foi ao México e garantiu que tinha encontrado a filha no Guanajuato, levando as autoridades norte-americanas a pedir ajuda à Interpol para a recuperar.