A justiça norte-americana libertou um homem que esteve preso durante mais de duas décadas por um crime que não cometeu.

Darryl Howard tem agora 54 anos e, em 1995, foi considerado culpado pelo abuso sexual e homicídio de uma mulher de 29 anos e a sua filha de 13, em 1991.

Naquela altura, os testes de ADN deram como provado que o homem não tinha cometido a violação, mas o tribunal acabou por o condenar a 80 anos de prisão.

Agora o Supremo Tribunal considerou que a prova de ADN apresentada confundiu o júri. A Fox News refere que não existiram provas físicas que ligassem Darryl Howard ao local do crime ou às vítimas.

O juiz Orlando Hudson, do Supremo, ordenou esta quinta-feira a libertação imediata do homem.

À saída do tribunal, Darryl Howard disse a um jornal local que se sentia feliz por recuperar a sua vida e que não estava chateado com o erro judicial.

“Este não é o momento para estar zangado. Estou grato por ter terminado. Estou simplesmente feliz neste momento”, disse citado pelo The News & Observer.

O caso voltou a ser analisado depois de um dos procuradores envolvidos ter sido afastado do Ministério Publico por ter mentido em tribunal. Mike Nifong apresentou má conduta ao adulterar provas noutro processo, mas a descoberta levantou suspeitas e a justiça reviu a situação de Darryl Howard.