Barak Obama reagiu aos recentes vídeos publicados onde é possível ver dois cidadãos negros a serem alvejados por polícias brancos, nos Estados Unidos. O Presidente norte-americano afirmou que as pessoas "devem estar preocupados" com os últimos acontecimentos no Minnesota e no Louisiana.

Na quarta-feira, foi divulgado um vídeo onde um homem é abatido a tiro pela polícia, depois de já estar imobilizado no chão. O caso aconteceu no Louisiana e tem sido replicado milhares de vezes nas redes sociais.

Se estas imagens já davam argumentos para novos protestos nas ruas, outra publicação fez aumentar a indignação popular.

Uma mulher mostrou ao mundo, e em direto, o momento em que o namorado, que tinha sido mandado parar por causa de um farol partido, foi alvejado pelo polícia quando, alegadamente, tentou ir ao bolso buscar a identificação que lhe estava a ser solicitada.

O presidente Barak Obama, que tem sido voz ativa contra o porte legal de armas de fogo nos Estados Unidos, reagiu às publicações destes vídeos e afirmou, citado pela Reuters, que "todos os norte-americanos devem estar preocupados" com o excesso de violência policial sobre os negros. 

Obama acrescentou ainda que muitos cidadãos negros dos EUA não se sentem tratados de igual forma pelas autoridades por causa do seu tom de pele.

O governador do Minnesota considerou que “tudo indica” que o polícia que matou o automobilista negro teve uma “reação desproporcional”.

Não tenho palavras para dizer o quanto estou chocado e profundamente indignado por aquilo acontecer a alguém no Minnesota por ter um farol danificado”, disse Mark Dayton em conferência de imprensa.

Dayton disse ainda que não pode fazer um julgamento definitivo por desconhecer todos os factos, mas não descarta que a resposta tenha sido errada face ao que a situação exigia.

Eu não tenho todos os factos e evidências, não estou a fazer um julgamento definitivo, mas tudo indica que a resposta da polícia foi desproporcional à que a situação exigia”, acrescentou.

Mas enquanto os norte-americanos mantêm vivos os protestos nas ruas, a justiça continua a dar razão à polícia. Em março, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América ilibou de violação dos direitos civis o polícia branco Darren Wilson, que matou Michael Brown, um jovem negro de 18 anos, em agosto de 2014, na cidade de Ferguson, no Estado do Missouri.