O Senado dos EUA aprovou terça-feira a seleção de Jerome Powell, feita por Donald Trump, para presidente do banco central norte-americano, a Reserva Federal (Fed), cujo mandato começa em fevereiro.

Os senadores aprovaram o nome de Powell por 85 votos contra 12 a nomeação de Powell.

Powell vai suceder a Janet Yellen, a primeira mulher a chefiar a Fed, quando o seu mandato terminar, em 03 de fevereiro.

Trump decidiu não renovar o mandato de Yellen, apesar dos elogios generalizados ao seu desempenho desde que sucedeu a Ben Bernanke.

Powell, de 64 anos, já conta com cinco anos e meio na direção da Fed. Advogado e gestor de investimentos por formação, vai ser o primeiro líder da Fed, em 40 anos, sem formação avançada em Economia.

Visto como um centrista, goza de apoio entre republicanos e democratas.

O senador Sherrod Brown, que é o principal democrata na comissão senatorial da Banca, elogiou o desempenho de Powell na Fed.

O seu registo nos últimos seis anos mostra que é um autor de políticas ponderadas”, disse Brown.

Powell, conhecido como um construtor de consensos, pode ajudar a economia dos EUA e ser uma figura unificadora entre os responsáveis do banco central. Enquanto governador da Fed, ele nunca divergiu das decisões do banco central.

Formado na Universidade de Princeton, e em Direito por Georgetown, Powell, conhecido como Jay, passou vários anos na gestão de investimentos, primeiro na Dillon Read e depois no Carlyle Group. O seu trabalho aqui tornou-o uma das pessoas mais ricas a integrar o conselho de governadores da Fed. A informação financeira mais recente que divulgou situa a sua riqueza entre 19,7 milhões e 55 milhões de dólares entre 16 milhões e 45 milhões de euros). Mas, com base na forma como estas declarações estão concebidas, a sua fortuna pode rondar os 100 milhões de dólares.