«Durante os interrogatórios brutais, a CIA não estava a par, muitas vezes, que se tratava de informação fabricada», declarou a a chairwoman da Comissão, Dianne Feinstein, em comunicado.


119 casos concretos. 

elo menos 26 pessoas foram «erradamente» detidas e sujeitas a métodos de tortura numa prisão secreta. Mais, 39 dos detidos foram sujeitos a um método que visa a simulação de um afogamento e muitos prisioneiros foram privados de sono por mais de 180 horas.

Ao longo do documento são descritas algumas situações com maior detalhe, como é o caso de um prisioneiro que terá morrido de hipotermia, depois de ter sido acorrentado semi-nu e do detido Abu Zubeida, um alegado membro da Al-Qaeda, submetido a simulações de afogamento de forma repetida, que «tinha espuma a sair da boca» e estava quase inconsciente.

A Comissão identificou ainda casos de ameaças de morte por parte dos agentes da CIA que visavam as famílias dos prisioneiros. 


O relatório também localizou a prisão secreta onde terão ocorrido estas práticas e, apesar de o local não ter sido identificado, a Comissão descreve-o como uma «masmorra» onde os detidos foram mantidos em
escuridão total, constantemente acorrentados em células isoladas, com barulho ou música muito alta.

mais de 6000 páginas foi reduzido para O «The Guardian» escreve que, desde o fim do processo, a agência lutou para que vários dados do relatório não fossem tornados públicos. 

Entretanto o Presidente norte-americano já reagiu, através de um comunicado escrito.

«Espero que o relatório de hoje nos ajude a deixar estas técnicas onde elas pertencem: ao passado», declarou.
 

O especialista em direitos humanos das Nações Unidas, Ben Emmerson, exigiu que os agentes norte-americanos que ordenaram as práticas denunciadas no documento fossem responsabilizados pelos seus atos.

 «Como matéria que diz respeito às leis internacionais, os Estados Unidos são obrigados a levar os responsáveis à Justiça», afirmou Emmerson num comunicado em Genebra.
 

Divulgação do relatório da CIA «vai prejudicar a segurança dos EUA»