Os Estados Unidos estão a preparar um projeto de resolução sobre novas sanções contra a Coreia do Norte e querem que o texto seja votado na próxima segunda-feira, anunciou a embaixadora norte-americana junto da ONU, Nikki Haley.

Este anúncio dos Estados Unidos foi feito na reta final da reunião de emergência do Conselho de Segurança, que decorreu hoje, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, um dia depois de o regime norte-coreano ter anunciado a realização com sucesso do sexto teste nuclear daquele país, desta vez com uma bomba de hidrogénio.

Chegou o momento de acabar com as meias medidas", disse a embaixadora, defendendo que as Nações Unidas devem adotar as "medidas mais fortes possíveis" para punir a Coreia do Norte, uma vez que a abordagem nas duas últimas décadas "não funcionou".

Nikki Haley referia-se às sete séries de sanções desde que Pyongyang realizou o primeiro teste nuclear, em 2006.

A guerra nunca é uma coisa que os Estados Unidos queiram, não a queremos agora, mas a paciência do nosso país não é ilimitada. Defenderemos os nossos aliados e os nossos territórios. Quando um regime desonesto tem uma arma nuclear e um míssil balístico apontados contra nós não podemos dar passos no sentido de baixar a nossa guarda", afirmou Haley.

A França e o Reino Unido, outros dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (com poder de veto), são favoráveis a eventuais novas sanções. Já a posição de Pequim e de Moscovo (também membros permanentes) não é conhecida.

Na mesma reunião, a China defendeu que a crise com a Coreia do Norte “deve ser resolvida de forma pacífica", declarou o embaixador de Pequim junto da ONU, Liu Jieyi, sem mencionar a possibilidade de novas medidas coercivas contra Pyongyang.

Chamamos a Coreia do Norte ao diálogo. Através do diálogo, podemos conseguir uma desnuclearização da península coreana”, disse o representante chinês.

Liu Jieyi reiterou igualmente a proposta conjunta assinada pela China e Rússia que incide no congelamento das manobras militares conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul e na suspensão dos programas de armamento norte-coreanos.

No domingo, a agência estatal KCNA comunicou que a Coreia do Norte desenvolveu uma arma nuclear com um "grande poder destrutivo" e que o líder Kim Jong-un inspeccionou uma bomba de hidrogénio que será carregada num novo míssil balístico intercontinental.

Em consequência, o governo sul-coreano e o Japão anunciaram que iam solicitar uma nova reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Já no dia 29 de agosto tinha acontecido outra reunião de emergência, a pedido dos Estados Unidos e do Japão, um dia depois da Coreia do Norte ter lançado um míssil, que chegou a território japonês.