Os Estados Unidos querem uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU para analisar os protestos no Irão, que fizeram já dezenas de mortos.

As liberdades consagradas na Carta das Nações Unidas estão a ser atacadas no Irão”, afirmou a embaixadora do país na ONU, Nikky Haley, em declarações aos jornalistas.

Segundo Haley, a ideia é que haja também outra reunião de urgência no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, para analisar o mesmo tema.

A reação dos Estados Unidos surge no mesmo dia em que Donald Trump classificou o regime iraniano de “brutal e corrupto”, acusando ainda o Irão de canalizar dinheiro norte-americano para "o terrorismo e os próprios bolsos".

Os iranianos estão finalmente a agir contra o brutal e corrupto regime iraniano. Todo o dinheiro que o presidente Obama lhes deu, de forma tola, foi para o terrorismo e para os próprios bolsos. As pessoas têm pouca comida, uma grande inflação e ausência de direitos humanos. Os EUA estão atentos!", escreveu Trump no Twitter.

Pelo menos nove pessoas morreram, nesta terça-feira, em confrontos entre manifestantes e forças de segurança do, noticiou a televisão estatal iraniana.

De acordo com a mesma fonte, pelo menos 22 pessoas morreram em seis dias de manifestações.

Os protestos começaram na quinta-feira. na cidade de Mashhad, inicialmente contra a subida dos preços dos alimentos e a corrupção.

As manifestações alastraram entretanto a várias cidades do país, com palavras de ordem contra o Governo e o líder supremo, o ayatolah Ali Khamenei.